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A cúrcuma pode atuar no combate ao reumatismo?

Atualizado: 7 de dez. de 2022


Existem diversas doenças que são classificadas como distúrbios reumáticos. O termo reumatismo, é um termo amplo usado para descrever mais comumente a artrite reumatóide. A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crônica que pode afetar mais do que apenas as articulações. Em algumas pessoas, a condição pode danificar uma ampla variedade de sistemas do corpo, incluindo a pele, olhos, pulmões, coração e vasos sanguíneos.


Diante disso, diversos estudos vêm sendo conduzidos para elucidar terapêuticas para esta condição. Nesse sentido, a cúrcuma vem desempenhando importante papel, podendo atuar no combate ao reumatismo.


A artrite reumatóide


A artrite reumatóide é um distúrbio autoimune, que ocorre quando o sistema imunológico ataca erroneamente os tecidos do seu próprio corpo. Ao contrário do dano de desgaste da osteoartrite, a artrite reumatóide afeta o revestimento das articulações, causando um inchaço doloroso que pode resultar em erosão óssea e deformidade articular, resultando em uma inflamação associada que pode danificar outras partes do corpo.


Mecanismos da cúrcuma


A cúrcuma é uma planta da família do gengibre e possui como principal composto bioativo a curcumina, o mais abundante dos seus curcuminoides. Ela possui inúmeros mecanismos na fisiopatologia da artrite reumatóide.


A produção de citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias, funções desreguladas de três importantes subtipos de células T auxiliares ( TH ), incluindo TH 1, TH 17 e células T reguladoras (Treg), são as principais causas do início e desenvolvimento da artrite reumatóide. A curcumina, por sua vez, possui a capacidade de diminuir as células Th1 e Th17 pró - inflamatórias e aumentar as células T reguladoras.


Além disso, a curcumina melhora as complicações da artrite reumatóide através da modulação das respostas inflamatórias e auto reativas em células imunes e células de fibroblastos sinoviais, através da inibição da expressão ou função de mediadores pró-inflamatórios como o fator nuclear-κB (NF-κB), proteína ativadora -1 (AP-1) e proteínas quinases ativadas por mitógeno (MAPKs).


Cúrcuma na artrite reumatóide


Diversos estudos tanto em animais quanto em humanos elucidaram o papel da cúrcuma na melhora da artrite reumatóide. Podemos citar um estudo clínico que realizou a comparação da suplementação da curcumina com o placebo por 90 dias. Os autores demonstraram que comparado ao placebo, a curcumina em dose de 250 mg duas vezes por dia e 500 mg duas vezes por dia foram suficientes para promover melhoras nas articulações totais inchadas e articulações totais dolorosas quando comparado com o placebo.


Referências bibliográficas

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