Cuscuta chinensis ou Fluoxetina para a depressão?


A depressão é um transtorno psiquiátrico comum e um importante problema de saúde mundial, não apenas entre os jovens, mas em toda a população. Ao seu tratamento, além do acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, alguns fármacos vêm sendo empregados na sua prevenção ou tratamento. Embora vários agentes farmacêuticos estejam disponíveis para o tratamento da depressão, os mesmos por vezes, são ineficazes porque os pacientes não toleram os efeitos colaterais que podem ser árduos, assim, interrompem o tratamento medicamentoso antes do fim.


Em contrapartida, alguns fitoterápicos surgem como uma opção ao tratamento, pois tais ervas podem desempenhar um papel importante no tratamento de distúrbios psiquiátricos com menos efeitos colaterais. Desse modo, um estudo científico visou comparar a eficácia de Cuscuta chinensis Vs fluoxetina no tratamento da depressão.


Para isso, 68 pacientes ambulatoriais adultos participaram de um ensaio clínico randomizado duplo-cego, de seis semanas de intervenção, na qual os pacientes foram aleatoriamente designados para receber C. chinensis ou fluoxetina. Ambos os grupos preencheram questionários para avaliar os efeitos colaterais e o estado depressivo ao longo da intervenção.


Como resultado, o grupo C. chinensis registrou uma diminuição significativa nos escores do questionário de depressão em relação ao grupo fluoxetina. Não houveram diferenças significativas entre os grupos em termos de efeitos colaterais observados, no entanto, algumas complicações foram significativamente menores no grupo C. chinensis em comparação com o grupo fluoxetina.


Portanto, a C. chinensis parece ter propriedades antidepressivas com menos efeitos colaterais, sendo assim, postula-se como uma erva eficaz e segura no tratamento da depressão e pode ser administrada a pacientes deprimidos.



Referências bibliográficas

Ali Firoozabadi et al., Effects of Cuscuta Chinensis Lam. Versus fluoxetine for Treatment of Major Depression: a Double-Blind, Randomized Controlled Trial, 2018; 05(01).


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