Melasmas e a Relação com a Nutrição

Atualizado: Jul 19

O melasma é uma doença de pele caracterizada pelo distúrbio pigmentar que se manifesta como manchas hiperpigmentadas, normalmente marrons a acinzentadas, que afetam principalmente mulheres em fase reprodutiva.



Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento de melasma, pode-se incluir a predisposição genética, alimentação inadequada, exposição excessiva aos raios UV, alterações dos hormônios sexuais, com aumento dos hormônios luteinizantes e desequilíbrios na tireoide.

A alimentação inadequada pode agravar os melasmas da mesma forma que uma alimentação saudável e balanceada pode contribuir para a melhora dos melasmas. Nutrientes como carotenoides, ácido ascórbico, flavonoides, selênio, polifenóis e ômega 3 possuem atribuições de capacidade de proteção contra a radiação UV e lesões cutâneas, restringindo a propagação das reações em cadeia e os danos induzidos pelos radicais livres.

A alimentação pode ser uma forma de tratamento do melasma, como uma forma de prevenir e melhorá-los. É necessário priorizar alimentos com potencial antioxidante, anti-inflamatório, de fotoproteção e com capacidades clareadoras. Além disso, existem diversos fitoterápicos que são benéficos também.

A melhoria da dieta não ajudará apenas a atenuar o melasma, mas a pele em geral ficará mais saudável, com menos vermelhidão, melhora da textura e sinais de envelhecimento.

É recomendada a ingestão de alimentos ricos em folato, já que a deficiência dessa substância pode causar melasma, como frutas cítricas. Mantenha os níveis de cobre adequados, pois estudos mostram que altas concentrações de cobre, aumentam a produção de melanina e isso pode causar o excesso de pigmentação. Ainda, deve-se adicionar alimentos que sejam ricos em vitaminas A, C e E, pois esses são potentes antioxidantes.

Além disso, estudos mostram ótimos resultados com a planta Polypodium leucotomos, já que ela é rica em compostos fenólicos e por isso é um potente fotoprotetor, além de diminuir a produção de radicais livres e o processo inflamatório. Os licopenos também agem como fotoprotetores e antioxidantes. O grupo dos polifenóis também é importante, desde flavonóides, EGCG, quercetina, até antocianinas, genisteinas e luteolinas.