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O uso terapêutico do CBD

Atualizado: 7 de dez. de 2022


O CBD obtido a partir das plantas Cannabis: C. sativa, C. indica e C. ruderalis; apresenta estudos que indicam a sua aplicabilidade em diversas finalidades. Para você ter uma ideia, existem estudos que apontam a indicação para pacientes com esclerose múltipla, para o controle de espasmos, redução da frequência urinária e dor neuropática.


Outra aplicabilidade do CBD é ao manejo de dores crônicas, porém, seu uso neste caso deve ser monitorado de perto através das queixas do paciente. Porém, deve-se ter a ressalva de que em indivíduos menores de 25 anos, não é recomendado o uso de estimuladores do sistema endocanabinóide exógenos, visto que esses indivíduos não possuem ainda o cérebro completamente formado.


Ademais, existem diversas aplicabilidades do CBD, como você pode ver abaixo:

  • Evidências fortes para Dor Crônica em adultos, Náuseas e Vômitos bem como Esclerose Múltipla;

  • Evidências moderadas para Dor Neuropática, Ansiedade, Depressão;

  • Distúrbios do Sono, Anorexia e Perda de peso em consequência de AIDS;

  • Evidências insuficientes para Epilepsia Refratária, TEPT, ELA, Anorexia, Caquexia, Lesão Medular, Doença de Huntington, Parkinson, Distonia, Demência, SII, Câncer, Glaucoma, Artrite Reumatoide, Esquizofrenia, Síndrome de Tourette e Lesão Traumática Cerebral.


Agora a respeito de sua prescrição na prática clínica, o médico é um profissional habilitado a sua prescrição. Na prática, os ensaios terapêuticos devem começar com doses baixas de produtos de canabidiol não inalados (CBD), aumentando gradualmente a dose e o nível se for o caso, dependendo da resposta clínica e tolerabilidade (como começar com uma dose de 5 mg de CBD duas vezes ao dia e aumentar em 10 mg a cada 2-3 dias para uma dose diária máxima de 40 mg).


Além disso, a experiência prévia com cannabis deve ser considerada, e a monitoração de eventos adversos deve ser cuidadosamente conduzida. É importante salientar que as substâncias produzidas pela Cannabis correlacionam-se com respostas de alta especificidade.


Além disso, na prática clínica cada indivíduo possui um mecanismo de resposta às dosagens de titulação, por isso, é importante que o profissional realize testes a fim de avaliar as respostas obtidas no paciente até que se alcance a dose correta. O que se torna uma alternativa interessante para o profissional da saúde é a realização de um "diário de bordo", para avaliar a progressão de alívio dos sintomas que se deseja tratar.


A Cannabis, embora atue na produção de neurotransmissores, não substitui a suplementação de micronutrientes que serão substratos para que o organismo se mantenha desempenhando suas funções vitais de forma eficiente. Outro contexto para o uso de substâncias provenientes da Cannabis, é sua utilização como adaptógeno, ou seja, quando o organismo é submetido a fatores estressantes e se deseja aumentar a resistência desse organismo frente a estes.


Portanto, a Cannabis surge possibilitando que você enxergue o paciente no todo, visto que, todos os sistemas estão interligados, sendo possível tratar não somente a sintomatologia.


Referências Bibliográficas

White CM. A Review of Human Studies Assessing Cannabidiol (CBD) Therapeutic Actions and Potential. J Clin Pharmacol. 2019;59(7):923-934. doi:10.1002/jcph.1387


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