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CBD e redução de dores ao atleta

Atualizado: 7 de dez. de 2022


Se não houver o descanso e consequentemente, a recuperação muscular do atleta, o mesmo pode ter além da queda do desempenho físico, a ascensão da sua suscetibilidade a lesões e dores, comprometendo assim a sua longevidade no esporte. Este fator envolve o processo de recuperação muscular, no qual é almejado que haja a diminuição da magnitude dos efeitos gerados pelo exercício físico.


Ou seja, os efeitos agudos da inflamação e do estresse oxidativo gerados pela prática do exercício são benéficos para o estímulo buscado pelo atleta. Porém, com o passar do tempo é necessário que os mesmos diminuam seus efeitos no praticante para que não haja o prejuízo às adaptações fisiológicas decorrentes do exercício, e muito menos a possível ocorrência de uma lesão muscular.


Como tal objetivo, há a diminuição da resposta pró-inflamatória induzida pelo exercício, por uma resposta anti-inflamatória propiciada a partir dos nossos mecanismos de defesa. Mais detalhadamente, a partir do descanso e da nutrição adequada, há a diminuição da atividade de enzimas como a Creatina Quinase (CK) e de citocinas como a IL-6 e o Fator de Necrose Tumoral (TNF), concomitantemente ao aumento da ação de citocinas anti-inflamatórias como a IL-10 e dos fatores de crescimento. Desse modo, os macrófagos M2 podem atuar na proliferação de células satélites e subsequente regeneração das fibras musculares.


Além disso, o CBD pode atuar na redução da dor através de sua ação anti-inflamatória. O canabidiol tem sido comumente usado por suas propriedades analgésicas em uma variedade de distúrbios da dor. O consumo de CBD pode apresentar um efeito benéfico sobre edema e hiperalgesia, agindo diretamente no sistema nervoso central e levando a efeitos sedativos.


A ideia de considerar o CBD como agente antinociceptivo baseia-se na eficiência de tratar a dor associada à liberação de citocinas pró-inflamatórias devido à ativação de receptores vanilóides, provocando efeitos antinociceptivos e reduzindo a percepção da dor. O CBD pode ainda inibir neurotransmissores pré-sinápticos e liberação de neuropeptídeos, modular a excitabilidade neuronal pós-sináptica, ativar a via inibitória descendente da dor e reduzir a sinalização neuroinflamatória.


Também, a ingestão de canabidiol parece ter efeitos sedativos em humanos aparentemente agindo diretamente no sistema nervoso central, apoiado pela ideia de que o CBD exibiu uma ação benéfica sobre edema e hiperalgesia. Nesse sentido, medicamentos e substâncias como o THC e CBD são consumidos a tempos no exterior para o tratamento da dor neuropática central e periférica. Essa síndrome da dor está associada à ativação da microglia e subsequente cascata de citocinas pró-inflamatórias, como IL-6, IL-1β e TNF.


Ainda não está claro como o CBD atua em relação à cascata e vias da dor, porém, o CBD mostrou seu potencial para tratar e controlar a dor em doenças e distúrbios da dor e, com base nessas evidências, o CBD parece ter um efeito potencial no tratamento do inchaço e na prevenção da dor após exercícios extenuantes, mas são necessárias mais evidências para fazer uma declaração clara.


Referências Bibliográficas

Rojas-Valverde D. Potential Role of Cannabidiol on Sports Recovery: A Narrative Review. Front Physiol. 2021 Aug 3;12:722550. doi: 10.3389/fphys.2021.722550


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