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Morosil e café verde no emagrecimento: como podem atuar?

Atualizado: 7 de dez. de 2022


Ao paciente que almeja o emagrecimento, é fundamental que haja o cuidado com a alimentação e suplementação do paciente. Como estratégias centrais, o déficit energético associado a distribuição dos macro- e micronutrientes, além da ligação com o exercício físico regular, são pontos muito importantes. Ademais, outras estratégias são muito importantes para que o emagrecimento seja potencializado, dentre as quais, hoje vou destacar para você o morosil e o café verde.


Morosil

Obtido a partir do extrato do suco da laranja Moro na Itália, que é uma laranja mais avermelhada devido ao alto teor de compostos fenólicos, o morosil dispõem de sua potente ação ao emagrecimento devido ao conjunto de antocianinas, flavononas, ácidos hidroxicinâmicos e ácido ascórbico que o compõem. Mais especificamente, as pesquisas demonstram a atividade antioxidante de sucos de laranja Moro por meio de testes in vitro e essa ação é devida ao teor de compostos fenólicos totais.


Os antioxidantes polifenólicos funcionam via diminuição do estresse oxidativo, ou seja, atuam como sequestradores de radicais livres e como quelantes de metais, de modo a que limitam o processo oxidativo que frequentemente dificulta o emagrecimento, como é o caso dos polifenóis: ácidos hidroxicinâmicos, cafeico e ferúlico. Além disso, outros potenciais efeitos, são os seguintes: contribui na inibição da expressão de PPARy; auxilia na modificação do metabolismo dos adipócitos; favorece a redução de gordura abdominal de 25 a 50%; contribui para a redução da esteatose hepática; favorece o aumento da sensibilidade à insulina; auxílio da redução significativa dos níveis de triglicerídeos e colesterol total.

Café verde O Extrato de Café Verde vem sendo estudado como potente facilitador da perda de peso, devido principalmente ao efeito do ácidos clorogênicos nos índices de composição corporal, fato até apresentado por uma revisão sistemática e meta-análise de dose-resposta de todos os ensaios clínicos randomizados (RCTs) disponíveis que analisaram o efeito da intervenção com o extrato de café verde no peso corporal, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura (CC) em adultos.

Como resultado, houve redução significativa no IMC (-0,403kg/m2)). Mais detalhadamente, na análise de subgrupo, estudos que foram conduzidos com IMC basal ≥25kg/m2 revelaram uma redução significativamente maior no peso corporal e IMC do que aqueles realizados com IMC basal <25kg/m2, principalmente quando suplementado por mais de 4 semanas. Logo, os resultados do estudo de meta-análise atual apoiam o uso da suplementação de extrato de café verde para a melhora dos índices de obesidade, com a análise de subgrupos destacando superiores efeitos em indivíduos com IMC inicial ≥25kg/m2.

E para encerrar, você deve estar se perguntando a que deve tais efeitos e em comparação ao café tradicional. Quando comparado a versão tradicional do café, o café verde apresenta concentrações maiores da cafeína, na qual funciona como termogênico que ajuda a acelerar o metabolismo basal. Além disso, o extrato do café verde também contém ácido clorogênico, um componente que auxilia no controle de glicemia e obriga o organismo a buscar outras fontes de energia, como a gordura armazenada.

Referências bibliográficas: Tomasello B, Malfa GA, La Mantia A, Miceli N, Sferrazzo G, Taviano MF, Di Giacomo C, Renis M, Acquaviva R. Anti-adipogenic and anti-oxidant effects of a standardised extract of Moro blood oranges (Citrus sinensis (L.) Osbeck) during adipocyte differentiation of 3T3-L1 preadipocytes. Nat Prod Res. 2021 Aug;35(16):2660-2667. doi: 10.1080/14786419.2019.1660337.

Cardile V, Graziano AC, Venditti A. Clinical evaluation of Moro (Citrus sinensis (L.) Osbeck) orange juice supplementation for the weight management. Nat Prod Res. 2015;29(23):2256-60. doi: 10.1080/14786419.2014.1000897

Gorji et al. The effect of green-coffee extract supplementation on obesity: A systematic review and dose-response meta-analysis of randomized controlled trials. Phytomedicine. 2019 Oct;63:153018. doi: 10.1016/j.phymed.2019.153018.


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